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Layout quase bonitinho

Hum, depois de muuuitas experimentações, aos poucos tô aprendendo a brincar com esse layout. Me aguarde. . A foto: bobagem de quem não tem o que fazer. . A propósito, vai um chá de maçã aí?

Agrado...

Agrado... . . . A Fuchsia Hibrida é uma flor originária da América do Sul. É flor-símbolo do Rio Grande do Sul, onde é conhecida como "Brinco-de-princesa". Outros de seus nomes populares são Fúcsia, Agrado, Lágrima. Possui muitas variedades, sendo que tanto pétalas, quanto sépalas podem ser de cores e de formas diferentes. As cores mais comuns são vermelho, rosa, azul, violeta e branco, com diversas combinações, sem mesclas. A ramagem é pendente, mas pode haver variações, com plantas mais eretas e outras mais pendentes. Para ficar sempre bonito, o brinco de princesa requer boa iluminação, de preferência sob luz difusa ou meia-sombra, no entanto muitas variedades vão bem sob sol pleno. Mas um detalhe é unanime, as fúcsias apreciam o frio e portanto deve-se dar preferência para o cultivo no sul do país e nas regiões serranas. O substrato deve ser bem fértil, enriquecido com humus e composto orgânico. A propagação pode ser por sementes ou por estacas. . . . Nome Científico: Fuch...

Pseudo-epitáfio de quase-sono.

Eu queria escrever um poema bem bonito. Não, talvez uma letra de música pra quando eu aprendesse de verdade a tocar violão. Eu pretendia, juro, escrever uma carta, um conto, uma crônica. Sério! Eu ia publicar um livro. Ou gravar um disco. Já sei, fazer um filme. Um curta, com diálogos fluidos, sacadas inteligentes e personagens descolados e interessantes. Ia costurar minhas próprias roupas, cortar meu próprio cabelo, acordar muito cedo pra ver a luz de quando o sol nasce, passear no parque e subir nas árvores, aprender muitas muitas muitas coisas. Ia comer sorvete no inverno emboladinha embaixo de muitos cobertores e roçando os pés nas pernas de alguém bem especial. Andar despreocupada na chuva de tardes de calor, jogar fora porcarias inúteis e ficar somente com velharias charmosas. Eu ia fazer tantas coisas, dançar tantas músicas, ir a tantos lugares, provar tantos gostos cheiros texturas. Ia dizer um milhão de palavras bonitas dentro de ouvidos. Ia dar muitos beijos e abraços e mexid...
Metade (Oswaldo Montenegro) Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca pois metade de mim é o que eu grito mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza que a mulher que eu amo seja pra sempre amada mesmo que distante porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade. Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento porque metade de mim é o que ouço mas a outra metade é o que calo Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada porque metade de mim é o que penso e a outra metade um vulcão. Que o medo da solidão se afaste que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me l...

Leiauti toscoooo

Assim ó: Cansei daquele pseudolayout pretão... como não sei publicar layouts personalizados - aquela coisa, blogs bonitinhos, com fotinhos criativas e deseinhos legais - troco por esse aqui, modelo pronto do blogger. Ao menos por enquanto. Vou tentar descobrir como deixar ele mais bonito logologo.

Coisinhas chatinhas e pessoinhas imbecis

Talvez seja pela TPM, talvez seja pelas circunstâncias, talvez seja pelo auto-acusamento de burrice. Dormi à tarde nesse feriado de quinta-feira e acordei com o espírito-de-porco mais desagradável possível. Mas agora, depois de diversos Stumble Upon e leiturinhas inúteis em orkuts e sites bobos, recuperei a normalidade das minhas percepções e dos meus sentidos, e meus pés voltaram definitivamente pro chão. Nunca usei - e não passarei a usar - o presente blog pra falar da minha vidinha, mesmo porque acho que os meus problemas - e coisas legais também, lógico - são meus e ninguém tem nada a ver com isso. Mas hoje, só hoje, dou-me o direito de falar aqui, que sei que será lido por... hmm... talvez uma ou duas pessoas além de mim, se der sorte. Mas isso não importa. Audiência de fato não é um dos meus objetivos. Desabafo sim. É impressionante a maneira como meus olhos ficam enevoados às vezes. Aí vem tristeza, choro, desânimo, silêncio, angústia. Mas, geralmente, talvez seja sorte, não sei...
Medo cedo do dia. Via, rua, movimento, atropelamento. Vento. Esquecimento. Sofrimento. Arrependimento, consequência. Vivência, inteligência, violência, violência. Do mundo, da sociedade, da realidade, do destino. Da vida. Lida. Canseira. Brincadeira, brincadeira boba. Assalto, sol alto. Fogo. Água. Mágoa. Tristeza, solidão. Desilusão. Repetição. Rotina, mudança, diferente. Gente. Bicho. Criatura imaginária. Imaginação, loucura. Altura, futuro, casamento, amor, ódio. Separação. Procura. Desemprego. Fome. Medo. Do escuro. Da noite. Da morte. Do homem. Do medo. . . Achei esse poema que tinha escrito quando ainda tava no 2º ano do Ensino Médio. Tirando o patético título original "os medos que se tem" (ai) gosto dele até hoje, então vou deixar sem título mesmo, ao menos por enquanto. Eu escrevia direitinho na época de colégio, acho que emburreci na faculdade.

Talvez....

Talvez ela tivesse perdido um pouco aquela imensa vontade que tinha de crescer. Fazia inúmeros planos, corria atrás de todas as maneiras possíveis para torná-los mais próximos da realidade, mas talvez ela estivesse esgotada e cansada de ir adiante só aparentemente, e na verdade estar parada, estacionada na mesma esquina desde sempre. Talvez ela não tivesse até então a consciência de que aquilo tudo pouco valia, àquela altura, porque ela era a mesma menina que jogava bola na rua e voltava pra casa só depois do anoitecer, com a cara suja de terra. Talvez seus objetivos e sua postura de mulher-adulta-responsável-e-independente fossem a melhor maneira de esconder que ela só queria ainda ser pequena, ir pra casa tomar um banho pra lavar a terra da face e dormir brincando de descobrir personagens ocultos nas sombras que a noite lhe oferecia como companhia. E sonhar daquele mesmo jeito de quando ainda não sabia nada do mundo, e sua ingenuidade e curiosidade infantis a entregavam a cada dia su...

À noite...

Ela andava bem cansada... Cansada de querer sentido pra tudo, de buscar de forma ineficiente as respostas pro milhão de dúvidas que não saíam de sua frente, nem por um segundo. Há um tempo, estava muito próxima de desistir de uma vida diurna e produtiva. Somente a noite lhe fazia bem. Só a rua lhe distraía - bem pouco, de qualquer forma - da indigestão e da garganta apertada por "não-sei-o-quê". Se saía das pequeninas frações de tempo em que conseguia esquecer, ia para a nauseante busca pela consciência - algo que ela quis, buscou, esforçou-se muito pra conseguir, até há um certo tempo - e perdia-se e perturbava-se e estranhava-se e por muito pouco enjoava até que a boca do estômago apertasse tanto até quase sufocar. A urgência por uma reação a estapeava a toda hora, lhe agarrava e apertava a face, a sacudia e a exigia que olhasse pra frente, pros lados, pra todos os cantos, pra que enxergasse algo além de sua angústia. O tempo manteria-se implacável e móvel, não a esperaria ...
Há olhares mornos, doces, tristes, cansados... Que lírica, pura, mansamente... Instigam, provocam, tocam, chamam. Olhares de quem é só. Solitariamente retratado. Olhares cuja luz procura alguma compreensão, alguma cumplicidade, alguns outros olhares que mostrem algo melhor pra se desejar. Há mãos e pele cujo tempo castigou e imprimiu seus sulcos, ainda mais razão pra tais olhares Olhares sós e verdadeiros, doloridos ou esperançosos... Pode haver dor, Pode haver dúvida, Pode haver medo, Mas, ainda há uma busca, Junto a um constante desconforto, há a constante necessidade de criar. Se, assim, houver uma maneira de se fazer ver e compreender o olhar que mantém-se escondido, esta maneira se mostra a forma, a pincelada que dá a luz àqueles olhares. E abre a alma de quem às vezes se perde Mas procura se reencontrar E reencontrar sua tênue estrada Andando e buscando solitariamente através do belo caminho das cores. Escrevi isso pro trabalho de pintura da Carina, uma amiga querida e que tem um...
Está tão frio aqui, meu querido... Fique comigo, e eu ficarei bem. nós, escondidos, perdidos no país das maravilhas Abraçados por um perfume doce e pelas cores de nossos desejos. Enquanto nos buscam aqui fora ou não - a quem faríamos falta? Estaríamos pequeninos e protegidos encolhidos, no buraco da fechadura. Falando de segredos e de pequenas confissões, Lembrando as sutis maneiras de buscar um ao outro. Envolvidos nos abraços e nos colos e nos olhos e nas almas ficaríamos, finalmente, sós.
O corpo que foge é finalmente livre, se expande vem da escuridão para a luz com a descoberta de seus próprios invólucros esses, complicado e estranhos rompendo os lacres, dando o próximo passo, um de cada vez, para conhecer a própria alma... Antigo. Outro feito pra uma gravura. Gosto desse.

Mais uma vez...

A cada novo segundo em que apareces Vens com mais força e, como sempre, sem pedir licença nem explicar porque estás aqui Não és bem-vindo, sabes disso E mesmo assim insistes Em entrar e deixar a porta escancarada Pra que tudo que for possível entre ou saia, o que é muito mais provável. Deixar-me vulnerável, isso é o que queres? Se buscas aliar-se a mim, por que tentas me destruir? Esperas que eu te aceite? Te assimile? Te incentive? Te cubra de carinho? Certamente, não é o que terás Não gosto de ti não és bom pra mim. Só o que podes conseguir é me fazer perder o rumo. E eu, definitivamente, já cansei de me concentrar tanto pra permanecer nele, não deveria ser preciso. Por que existes, afinal? Não faria a menor falta.

O pouco que se sabe sabe-se bem... mas nem sempre é permitido saber...

Mini poema visual (sei lá se isso existe), gosto muito de brincar com as palavras no meio dos "bichos". Os bichos foram trabalho de faculdade por um semestre, a partir de borboletas e casulos, mas aos poucos perderam o significado pra mim. Ultimamente, tenho gostado deles de novo, mais pela forma que pelo sentido, é bom poder desenhar com mais liberdade, sem estar preso diretamente a modelos fotográficos/figurativos.
É engraçado pensar que existem certas coisas que, mesmo passada a vida toda, nunca mais vão ser esquecidas. Mesmo que fiquemos caducos, com a memória fraca e com o raciocínio lento, elas estarão sempre frescas na memória. Não sei se engraçado, mas curioso certamente é. Tenho absoluta certeza que nunca vou esquecer das coisas e pessoas que me marcaram por causa do cheiro, porque tenho quase uma obsessão por ele, e essa fixação faz com que eu diretamente ligue um cheiro reconhecido à pessoa que o possui. Não que considere isso ruim, mas por que justamente o olfato? Posso não lembrar do rosto, da voz, de quase nada, mas o cheiro me transporta diretamente pra ocasião em que o senti. Sendo ela boa ou má. E, tanto em uma quanto em outra, é quase como se aquilo estivesse se repetindo. Por mais que muitas vezes a situação não seja das mais agradáveis, essa minha "habilidade" (como poderia chamar isso?) agrada na maioria das vezes, porque a sensação nesse "dèja-vu" (é assim...
Há um gato preto prostrado diante de mim um enorme gato preto, de orelhas grandes e olhos amarelos Deveria eu sentir-me intimidada por seu olhar curioso e profundo? Não, certamente não... porque o gato preto enorme das grandes orelhas mantém o amarelo de seus olhos fixos no marrom dos meus não para que meus dias piorem, nem para que eu perca algo, ou mesmo me perca Há carinho em suas pupilas mesmo quando o gato não ronrona, não me toca, nem ao menos aproxima-se há gratidão em sua fala, o miado raro e doce. Há força, e também ingenuidade no pulo brincalhão e no agarrar rápido ao meu vestido. É, o gato preto já pegou no sono a essa hora. E seus sonhos de gato parecem o fazer sorrir. Pro Sofi.
Eu não quero ficar aqui, se você não ficar comigo. Estou ouvindo o ruído da rua e isso não está fazendo as coisas parecerem melhores. Eu já tentei dormir, hoje, e fiz isso por bastante tempo. Mas sinto frio, e minhas costas dóem. Talvez, se você tentar entender meus motivos Minhas pernas deixem de estar paralizadas e eu possa caminhar até o nada... E, finalmente, não fazer você sofrer mais. Mesmo caso do anterior. Sei que deveria postar coisas novas, mas não escrevi nada decente ultimamente.
Bem-vindo ao mundo das pessoas invisíveis... Aqui, você encontrará as melhores coisas: um café quente, e um lugarzinho para dormir quando conseguir esquecer... Nós poderemos deixar as coisas ruins escondidas bem no fundo de uma gaveta que ninguém abre, e sendo invisíveis acredite em mim, nós estaremos felizes. Isso foi escrito pra uma foto do deviantArt. As próximas coisas que vou postar provavelmente também sejam, por um tempo. Assim eu sei a data, ao menos. Esse é de julho de 2006.

O fantasma

Do outro lado da madeira escura da janela Além do vidro trincado e opaco Empoeirado e envolto na escuridão de um noturno desespero Tem alguém que espia Espia aqui dentro, procurando buscando o quê? Quero saber quem é essa figura que me encara de maneira fria Mesmo na quente noite estrelada sem lua e sem senso. Meus olhos não se libertam da inquisição daquele olhar lento e fosco Quem será, que tem olhos tão covardes? E que imita - ou prevê - meus mínimos movimentos o suspiro, a lágrima, o sorriso forçado, o soluço. Quem és, estranho? Que queres aqui? Não queres entrar pra tomar um café? Não responde. Limita-se a acompanhar minhas palavras, seus lábios movem-se junto com os meus. Quem és? Responde, quem és? Vai embora, então. Deixa-me! Sei que deveria conhecer-te, mas não!! Não sei quem és! Voa pra longe, aproveita que podes. Não quero mais saber quem és. Deixa-me só, com minha confortável ignorância.
Jamais encobrir o rosto Nunca esconder os olhos Às vezes ocultar os lábios Hoje amarrar as mãos Jamais incendiar desejos Nunca acender a carne Às vezes aquecer os joelhos Hoje apoiar a face Jamais esquecer os tempos Nunca deixar pra trás os laços Às vezes entregar as chaves Hoje doar segredos Jamais mostrar a pele Nunca expressar vontades Às vezes sentir saudades Hoje chorar de dor Jamais gritar de tristeza Nunca cantar de entusiasmo Às vezes falar do passado Hoje cantar o agora Sempre chamar a si própria Calada diante do espelho. Texto da mesma leva do anterior. Meio angustiado, mas verdadeiro naquele momento.