24 de outubro de 2009

Muito por fazer

Tenho ainda muitos tijolos a empilhar,
incontáveis passos pra andar,
extensos caminhos a percorrer.
Tenho ainda muitos muros a derrubar,
inimagináveis vôos,
Inúmeros trajetos.
Tenho ainda montes de eus pra descobrir,
todos pra vencer,
Milhares de bons pedaços de mim,
Atrapalhados,
Desequilibrados,
Desrespeitados,
Em algum lugar.

25 de setembro de 2009

Pulso

Os dedos são dez
nas mãos
mais dez nos pés.
Dois pés, dois joelhos, dois ouvidos.
Dois metros quadrados de pele,
cinco milhões de pelos.
Noventa e sete mil
quilômetros de veias
artérias, vasos.
Uma boca, trinta e dois dentes.
E fome.
Dois olhos, milhões de lágrimas.
Um coração,
cento e dez mil batidas
em vinte e quatro horas.
Ou mais.
Centenas de constelações.
Ou milhares
de sardas.
Dezessete mil litros de ar
em um dia.
E ainda assim
tanto de falta de fôlego.

8 de setembro de 2009


Será que vai ser assim pra sempre?

26 de agosto de 2009

Terrinha



Um pouco de Ametista do Sul, pra quem não conhece.

18 de julho de 2009

Impressão do agora

Uma felina no alto
Outra macia no macio da cama
Respiração e bocejo
Olhos cansados e
diminuídos pela claridade
Sono com vontade de ficar
aqui
Conversa
pausada
Frio
Rinite alérgica lenço de papel
Bagunça de leve
em redor
uma cama desarrumada
esperando...

20 de abril de 2009

Pra ver



Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goesÂ…
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goesÂ…
Nobody knows

And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
where the people are pleasantly
strange
and counting the
change
as she goes…
Nobody knows

7 de fevereiro de 2009

Quero deixar meu coração no fundo de um rio.
De um rio bem fundo.
Esquecê-lo afundado, indefinidamente...
Até que os peixes, vigorosamente,
o devorem.