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Postagens

Apesar de tudo, eu amo. Apesar de não saber amar, amo. Apesar de fazer tudo sempre errado, amo. Apesar de destruir tudo que toco, eu amo. ******** A pedra que tenho no estômago não quer se dissolver.

Vote em mim!!!

Estou em campanha... Estou participando de um concurso regional de fotografia... Vai o link, caso alguém se interesse em votar: http://www.sicoda.fw.uri.br/concursofotos/ Minha foto é a Imagem 03, vote se achar que deve, pleeeeease!!! :*
"Acorde! Não continue a dormir! A noite chegou e foi embora. Você quer perder também o dia?" Vi essa frase (ou quase isso), que achei fantástica, em um livro desses de citações... Fiquei com ela na cabeça o dia todo... não lembro o autor, posto assim que saber quem é.

Eco...

é impressionante como um dia - menos, algumas horas - fazem diferença na vida da gente... um pedacinho de vida deixa coisas pra tanto tempo - talvez pra vida toda... e uma pessoa pode aparecer e acontecer de tal forma que pra sempre deixa saudades... e vontade de estar perto... e, mesmo quando a gente já acredita não faz diferença mais, descobre que faz sim... é impressionante que, embora o tempo pareça passar tão rápido, tão rápido, tão rápido que o fim do dia chega sem que se perceba, dois anos sejam tão imensos... dois anos, que parecem passar tão rápido... é impressionante a forma como alguém passa a fazer parte do coração da gente em tão pouco tempo, pra tanto tempo... e o quanto uma saudade possa ser reavivada com algumas poucas palavras... é, a vida é impressionante... e as coisas mais difíceis e estranhas e os sentimentos mais teimosos e inexplicáveis a fazem assim...
Aproveitando um sábado à noite com internet, atualizo o blog. Quero falar de um monte de coisas, não sei se vou conseguir, mas tento... Primeiro, o motivo do meu sumiço: Desde o dia 07 de outubro, tomo conta da floricultura (e bazar) que eu e minha mãe compramos... tô trabalhando horroooores. Fora o que tem que ser feito de portas fechadas, tipo ornamentar muitos crisântemos (pra Finados) e outras flores... Eu não tinha flor em casa. Sabia o nome de pouco além de orquídea, rosa, margarida, girassol. Mas tô aprendendo, e adorando. Segundo, não tenho conseguido escrever. Diferentemente do que vinha acontecendo, tenho pouco tempo, e, quando chego em casa, geralmente tô podre. Uma coisa na qual acredito é o seguinte: o movimento das coisas em volta da gente acontece a partir de nosso próprio movimento. Foi só eu começar a mexer esse corpo (não mais) mole, muitas coisas têm aparecido pra se fazer. Que bom. Tenho mais coisas pra dizer... Depois.

Aqui. Sempre

Só pra deixar claro: não abandonei isso aqui. Mas estou quase sem entrar na internet, então, postar tem sido difícil... As coisas mudaram muito, meu tempo de ócio e tédio já é pouco. Em breve, escrevo o que há. Só posso adiantar que é bom.

Infância

Os soldadinhos de brinquedo têm medo da guerra? Querem voltar pra casa quando em batalha? As bonecas choram? O próprio abandono, a saudade de casa, o desequilíbrio, a cara rabiscada? O corte que expõe as entranhas, o membro mutilado? O vestido sujo, rasgado? No vaivem do balanço, eram a boneca, o soldado... Não mais.

Brigitte Bardot

a saudade é um trem de metrô subterrâneo obscuro escuro claro é um trem de metrô a saudade é prego parafuso quanto mais aperta tanto mais difícil arrancar a saudade é um filme sem cor que meu coração quer ver colorido a saudade é uma colcha velha que cobriu um dia numa noite fria nosso amor em brasa a saudade é brigitte bardot acenando com a mão num filme muito antigo A saudade vem chegando A tristeza me acompanha! Só porque... só porque... O meu amor morreu Na virada da montanha O meu amor morreu Na virada da montanha E quem passa na cidade Vê no alto A casa de sapé Ainda... A trepadeira no carramanchão Amor-perfeito pelo chão Em quantidade... (Zeca Baleiro)

Procrastinação

às vezes tenho muito pra falar, e nada acontece. mantenho-me calada, o verbo volta da garganta, transforma-se em formigas no estômago. às vezes tenho o mundo a andar, e nada acontece. mantenho-me imóvel, o peso do corpo deixa os pés, sento, repouso, esqueço. às vezes tenho dezenas de cartas, emails, bilhetes, recados, que quero escrever, mas ao invés disso, nada acontece. mantenho-me muda, as tentativas transformam-se em rabiscos, desenhos infantis e cheios de espirais, ou, repetidamente, palavras soltas que só eu sei o que significam. às vezes, tenho tudo a fazer, e nada acontece. medrosa, preguiçosa, mantenho-me ali, no mesmo lugar de antes. paro, estaciono, até que não saiba mais onde ir. ou, que não haja mais tempo, e tudo é feito da forma mais rápida e que não me satisfaz. Desde há algum tempo, a procrastinação me é um sério problema.
Balada de Agosto Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado Tanto orgulho que não meço O remorso das palavras Que não digo Mesmo na luz não há quem possa Se esconder do escuro Duro caminho o vento a voz da tempestade No filme ou na novela É o disfarce que revela o bandido Meu coração vive cheio de amor e deserto Perto de ti dança a minha alma desarmada Nada peço ao sol que brilha Se o mar é uma armadilha Nos teus olhos (Zeca Baleiro)

Processo

Meu processo criativo geralmente é meio bagunçado e poluído... ******** Esperar até que algo aconteça... as escadas já estão no fim não levam ninguém a lugar algum. Ou carregam, em si, pedaços da perda, do ontem, da falta (cada pedaço é só um pedaço). Qual seria a medida da vontade? Em que peito vai doer a minha dor? As batidas na porta - e os passos de madrugada - calar-se-ão e perderão a cor (a cor da casa e das paredes) O verde morto da falta de desejo. Eu queria poder subir mais, ao menos um pouco, só um pouquinho mais. Ou, talvez, ir até o céu. (pra que toda estranheza ficasse pra amanhã...) Quem vai pro céu? (quem é o céu?) O banho quente já não serve, é pouco mais que um suspiro. Só preciso de um segundo pra saber porque. (Nenhum lugar... é melhor que o fim).

Semana

De sábado passado até o próximo, aparecerei pouco. É Semana Farroupilha. Apesar de considerar o motivo disso tudo um tanto contraditório, o espírito de união e as reuniões gastronômicas dessa época valem a pena... Ou seja, nessa semana, estarei mais fora de casa, nos acampamentos. Mais adiante, pra quem não conhece essa manifestação cultural aqui do sul, posto algumas fotos.

Contradição

Não te enxergo, mas te vejo. Não te toco, nem te abraço, mas sinto teu cheiro e mergulho os dedos nos teus cabelos. Não te ouço, mas tua voz ecoa no meu sono e na minha insônia. Não te digo nada, mas quero que saibas de tanta coisa. Não sei o que quero, e o que queres nem quem és, mas sei que te quero bem. E sei que te quero perto. E sei que te quero. 

(An)dança

a dança dos corpos dos olhos dos lábios o movimento das mãos das vestes dos sons a vida  posta exposta esquecida só passada, vivida escondidos, dançamos, com os corpos, com os olhos, com os lábios. nos movemos,  suspiramos, respiramos,  resistimos e a vida, dança, move-se, suspira, conspira compõe-se alimenta-se de nós, os corpos, os olhos, os lábios, os suspiros, respiros,  as danças, os sons a vida dança e nos embala no dois e dois de suas canções.

(Mu)danças

O mundo muda Nós mudamos. Eu, você, nossos desejos nossas preferências, nossas palavras mudam. Nosso jeito de dizer estas palavras muda. Continuamos a ficar mais velhos, mais saudosos, com os olhos postos  ainda um no outro. E o mundo, e as coisas, mudam, sem parar. E nós, mudados, não mudamos  o destino das palavras.  Mudadas palavras mudas.