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Da série "velharias" II

Há muito pouco a ser feito quando os muitos meios já perderam a eficiência.
O peito não arde, tampouco pulsa.
E ver, é o mesmo que estar longe.
E o estar longe, é o mesmo que desconhecer.
E desconhecer, é o mesmo que não haver.
Não houve nada, não há com que se preocupar.
O ignorar não faz diferença.
Diferente é algo bem melhor. Muito melhor.
Melhor que o que parecia bom.
Parecia. As aparências sempre enganam.
E o pior de tudo
é enganar-se.
Deixar-se levar pelo bonito, o belo é de outro jeito.
Bonito nem sempre faz bem, engraçado nem sempre convém.
Boa idéia não garante bom dia,
nem boa noite, nem bom sono.
Sonho não é mais o que salva a pele.
E pele, não arde, não treme, não arrepia.
Resta saber o que há.
O que havia, em um dia de novos erros.

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