Pular para o conteúdo principal

Abandono

Abandonei este blog. Há quase um ano foi o último post, embora bastante coisa tenha sido escrita em cadernos velhos e papéis de pão nesse tempo. Quero voltar. de verdade. espero muito sinceramente que esse não seja um suspiro, um ânimo intenso e breve, porque escrever, mesmo que pouco lida, sempre foi um exercício de desabafo, do qual fica difícil abrir mão. nos papéis velhos também, mas estes se perdem muito fácil, e reler, bem depois, ajuda a entender de que maneira meu coraçãozinho e meus pensamentos se comportavam em cada dia posto em frases.
Na verdade, meu exercício criativo anda meio abandonado em vários sentidos. é vergonhoso, eu sei, justo agora que não existe mais a obrigação acadêmica e a exigência de fazer tudo em seis meses. O meu problema, talvez, tenha sido ficar muito mal-acostumada, e trabalhar só sob pressão. mas, e agora, sem pressão, o que se faz?
Voltei pra minha cidade natal. temporariamente, faço questão de frisar a todo tempo. não posso e não quero estacionar nem parar de estudar agora. muita coisa vem ainda, mas, no momento, minha prioridade é estar perto dos meus pais. conheço várias pessoas que considerariam isso uma bobagem, mas pra mim não é. mesmo. minha relação familiar é, embora chatinha às vezes, saudável e fundamental. não sei viver sem esse contato. vou-me embora de ametista, e não demora, mas quero um tempo pra esse convívio.
Pretendo fazer outro blog. parece bobagem, pra quem não consegue manter nem um. mas é que esse já vinha sendo planejado desde o ano passado, pra postar textos, resenhas, etc. feitos durante a faculdade por mim e por colegas, e resenhas de livros que ainda vir a ler. vai que é útil pra alguém...
chega por agora. volto logo. espero.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O gato e o escuro Mia Couto Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história.    Pois ele nem sempre foi dessa cor. Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato. Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto.    Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro. O caso, vos digo, não é nada claro. Aconteceu assim: o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite. Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente. A mãe se afligia e pedia: - Nunca atravesse a luz para o lado de lá. Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo. Mas fingia obediência. Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam. Ce...
Professar, profetar, procurar Pouco a pouco adentrar Pequeno, grande, infinito particular Muitas mentes, muitas vidas Muita alma pra explorar. Ser, viver, humanizar. Ser brincante, ensinante E aprendente no flutuar.
Um castelo de areia é construído com muito esforço, às vezes um vento, a água, ou algum desavisado atrapalha, faz voltar atrás,  e a gente refaz, com calma e carinho, e quando parece que enfim ele está firme, bem construído, apesar de alguns detalhes imperfeitos, aí vem a chuva forte.