Um castelo de areia é construído com muito esforço, às vezes um vento, a água, ou algum desavisado atrapalha, faz voltar atrás, e a gente refaz, com calma e carinho, e quando parece que enfim ele está firme, bem construído, apesar de alguns detalhes imperfeitos, aí vem a chuva forte.
Li algumas coisas da Lara de Lemos, que até então não conhecia, quando estava já no ensino médio. Junto com o Quintana, ela é certamente um de meus poetas favoritos. Lembro que a maneira de Lara de compor os poemas ficou marcada em mim e influenciou em muitas de minhas tentativas literárias, desde então. Agora, há tempos não lia nada escrito por ela. Por isso, busquei algo na internet, e posto aqui. É algo pra ser dividido com outros. Amor/ódio O amor nos dói nos mói nos fragmenta. Difícil compreendê-lo entre mós e moendas. Onde somos o sumo de algo triturado. Difícil amar assim cortado em meios. ************** Ás vezes as palavras se armam de gumes agudos, lâminas de aço, ira de gatilhos, alçapões de pássaros. É preciso esquecer o passado, o pânico de perder o abraço, o momento de doer da ausência, o remorso. Destruir um amor antigo requer ímpeto, fúria, cólera, sigilo. Desferir a seta no exato momento de atingir o alvo e despedaçá-lo. Achei poucos poemas dela na internet. Por estes...
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