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Onde foi parar meu senso de humor?

Tenho pensado muito neste ofício de escrever... Gosto de escrever, mas tem me parecido que sou tão... sisuda. Sinto falta de humor, do senso de humor que tanto me agrada quando leio outros. Não sei, sempre tive uma preocupação relevante em escrever tudo certinho, bonitinho, e talvez seja aí que me torno séria demais. Preocupação que vem da vontade de que meus escritos agradem quem os encontra, meio por acaso, por andanças na internet. Mas que 2@$#$ é essa de precisar agradar? Talvez isso venha do signo. Dizem que capricornianos são sérios. Que saco, nunca acreditei nessas bobagens (no fundo, no fundo, até acredito em algumas coisinhas), só que acabo me percebendo mesmo séria e chata em muitas coisas que leio aqui... Talvez seja o fato de que não costumo fazer desse espaço um lugar de fatos diretamente meus, de relatos particulares (embora tudo que está aqui, de certa forma, seja, porém disfarçado, já que não sei me fingir outra), tornando tudo tão... morno.
Ia começar um blog novo pra escrever o que penso das coisas, assim, como estou fazendo agora, em primeira pessoa (Oh!) e tudo mais. Mas não vou... Essas poucas coisas que já não têm sido tão poucas são meu único lugar pras palavras e pensamentos por extenso. E vai continuar sendo, então, vou mudar um pouco o rumo das coisas aqui: agora, não só poemas/contos/ou sei lá mais o que que tem sido isso aqui. A partir de agora, tudo o que me der vontade de escrever. O que eu pensar da vida minha e de outros que valham a pena. Nem que seja só pra eu ler mais adiante e rir das minhas insanidades.

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Lara

Li algumas coisas da Lara de Lemos, que até então não conhecia, quando estava já no ensino médio. Junto com o Quintana, ela é certamente um de meus poetas favoritos. Lembro que a maneira de Lara de compor os poemas ficou marcada em mim e influenciou em muitas de minhas tentativas literárias, desde então.  Agora, há tempos não lia nada escrito por ela. Por isso, busquei algo na internet, e posto aqui. É algo pra ser dividido com outros. Amor/ódio O amor nos dói nos mói nos fragmenta. Difícil compreendê-lo entre mós e moendas. Onde somos o sumo de algo triturado. Difícil amar assim cortado  em meios. ************** Ás vezes as palavras se armam de gumes agudos, lâminas de aço, ira de gatilhos, alçapões de pássaros. É preciso esquecer o passado, o pânico de perder o abraço, o momento de doer da ausência, o remorso. Destruir um amor antigo requer ímpeto, fúria, cólera, sigilo. Desferir a seta no exato momento de atingir o alvo e despedaçá-lo. Achei poucos poemas dela na internet. Por estes...
Apesar de tudo, eu amo. Apesar de não saber amar, amo. Apesar de fazer tudo sempre errado, amo. Apesar de destruir tudo que toco, eu amo. ******** A pedra que tenho no estômago não quer se dissolver.