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Eu sou desse jeito:

Pequena e sardenta:
Duas felinas vira-latas;
Muitas coisas inacabadas;
Algumas mal-resolvidas;
Projeto de fotógrafa;
E de professora;
Dona-de-casa;
Um "namorido";
Muitas fotografias;
Alguns desenhos;
Motorista principiante;
Música;
Voz e um violão semi-aprendido;
Letras;
Um blog deserto;
Fúcsia ao longo da espinha;
Um pinguim encima da geladeira;
Melancolia;
Saudades de santamarienses;
E de outros mais distantes;
Por-do-sol;
Almoço em família aos domingos;
Temperos;
Leituras misturadas;
Revistas, internet;
No futuro um fusca;
Impaciente;
Desempregada;
Na cama até tarde;
Insônia.
Excesso de pensamentos;
Muitos projetos.

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Lara

Li algumas coisas da Lara de Lemos, que até então não conhecia, quando estava já no ensino médio. Junto com o Quintana, ela é certamente um de meus poetas favoritos. Lembro que a maneira de Lara de compor os poemas ficou marcada em mim e influenciou em muitas de minhas tentativas literárias, desde então.  Agora, há tempos não lia nada escrito por ela. Por isso, busquei algo na internet, e posto aqui. É algo pra ser dividido com outros. Amor/ódio O amor nos dói nos mói nos fragmenta. Difícil compreendê-lo entre mós e moendas. Onde somos o sumo de algo triturado. Difícil amar assim cortado  em meios. ************** Ás vezes as palavras se armam de gumes agudos, lâminas de aço, ira de gatilhos, alçapões de pássaros. É preciso esquecer o passado, o pânico de perder o abraço, o momento de doer da ausência, o remorso. Destruir um amor antigo requer ímpeto, fúria, cólera, sigilo. Desferir a seta no exato momento de atingir o alvo e despedaçá-lo. Achei poucos poemas dela na internet. Por estes...
Apesar de tudo, eu amo. Apesar de não saber amar, amo. Apesar de fazer tudo sempre errado, amo. Apesar de destruir tudo que toco, eu amo. ******** A pedra que tenho no estômago não quer se dissolver.